sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Bangkok I

Depois de uma excelente semana em Tokyo chegamos a Bangkok cansados de
tanto andar, pois quisemos aproveitar ao máximo o pouco tempo que
tinhamos no Japão. Agora vamos abrandar, temos bastante tempo pela
frente para disfrutar o sudeste asiático. O nosso próximo voo está
marcado para Dezembro, de Bangkok para Sydney. Até lá vamos tentar
explorar calmamente esta zona. Tokyo foi uma lufada de ar fresco,
literalmente. Em Bangkok está de volta o clima quente e húmido de
Macau e da China. E está de volta também a confusão do trânsito, o som
das buzinas, as ruas sujas, etc.

Viajámos do aeroporto até ao centro da cidade numa ligação de metro
construida recentemente, mas do centro até ao hotel teriamos de
apanhar outro transporte, pois o metro ainda não chega a todo o lado.
No posto de turismo do aeroporto não nos aconselharam a usar o
autocarro porque àquela hora iria demorar muito tempo. Optámos por
apanhar um taxi, mas não se revelou uma tarefa fácil. Sempre que
mandávamos parar um taxi, o preço para o mesmo destino variava de
acordo com o humor do motorista. Tinhamos como referência um valor
entre 60 e 80 baht, mas pediam-nos entre 150 e 200. Também recusámos o
único motorista que nos pediu "apenas" 100 baht, pois pareceu-nos que
não sabia onde ficava o hotel (pela maneira como olhava para as
direcções - em tailandês - que tinhamos imprimido) e suspeitámos que
nos queria levar a qualquer outro sítio onde tivesse comissão.
Finalmente lá encontrámos um taxista honesto que não apresentou uma
proposta de preço, apenas indicou que o preço da corrida seria medido
pelo taxímetro. No final presenteámos o senhor com uma boa gorjeta,
pois afinal a honestidade também deve ser compensada.

Ao chegarmos ao hotel fomos acolhidos pelo recepcionista do turno da
noite, que tinha a particularidade de ser um "lady-boy". Para quem não
conhece o termo, um lady-boy é um homem que se arranja como uma
mulher. Veste-se, penteia-se e maquilha-se. Fá-lo no dia-a-dia e não
especificamente para uma ocasião. É uma situação perfeitamente normal
em Bangkok, vêem-se ladyboys no metro, a atender nas lojas, etc. Não
há qualquer tipo de discriminação e isso é um ponto positivo desta
cidade.

Tinhamos escolhido um hotel perto da famosa rua Khao-San, local com
bares e hostels para onde se dirigem muitos mochileiros, mas tentámos
não ficar demasiado perto, pois queriamos passar as noites
descansados. Confirmou-se que o hotel estava numa zona sossegada mas
acabou por estar perto demais da Khao-San, durante a noite iamos
ouvindo os hóspedes que chegavam da farra.

Bangkok tem a fama de ser uma cidade onde alguns turistas ocidentais
vêm em busca de diversão. Há zonas de bares nocturnos e prostituição.
Vêem-se muitos homens ocidentais de meia-idade com tailandesas (ou
tailandeses) jovens. O amor é uma coisa linda!

Mas o principal tipo de turismo é cultural, há diversos pontos de
interesse na cidade. Há inúmeros templos, museus, espectáculos
tradicionais, etc. Ao longo do rio que atravessa a cidade, o
Chao-Phraya, estão situados alguns dos principais templos budistas da
Tailândia e também o Palácio-Real.

Os tailandeses são malucos por duas entidades: o Buda e o Rei. Em todo
o lado há imagens de um e fotos do outro. Há lojas especializadas para
vender budas, de todos os tamanhos, materiais e posições (deitado,
sentado, em pé, etc). As fotografias do monarca vêem-se em qualquer
sítio, seja na rua, nas lojas, no aeroporto, etc.

Nota-se que a religião é algo muito importante na vida dos
tailandeses. Mais do que uma atracção turistica, os templos são um
local de culto frequentado no dia-a-dia, e há muitos monges que
habitam esses templos. Os monges são bastante respeitados pela
população. É fácil identificá-los pela sua túnica laranja e cabeça
rapada. Nos transportes públicos há lugares reservados para grávidas,
deficientes, idosos e monges...

B&A,
L+S

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