terça-feira, 11 de outubro de 2011

Tokyo I

Nós e as malas chegámos ao aeroporto de Haneda, a salvo do Nalgae.
Mesmo estando há poucos minutos no Japão, começámos a reparar em
algumas diferenças face ao que vimos nas semanas anteriores. No posto
de turismo do aeroporto não só sabiam falar bom inglês, como sabiam o
que é Portugal. Quando dissemos que somos portugueses pediram
desculpas por não ter um mapa em português e ofereceram-nos a
alternativa de um mapa em espanhol, que educadamente recusámos.
Ficámos surpreendidos pelo facto de os multibancos apresentarem
indicações em português como a 2a lingua ocidental, logo a seguir ao
inglês. Não é o francês, o italiano, o alemão ou o espanhol. É o
português!

O primeiro impacto foi positivo. No metro reina o silêncio, as pessoas
não falam alto e evitam atender o telemóvel em respeito para com os
restantes passageiros. Se tiverem mesmo de atender o telemóvel, os
japoneses falam em surdina. Reparámos que todas as pessoas andam bem
arranjadas, vêem-se muitos homens de fato. Outra característica é que
muitas pessoas têm por hábito ler Manga (revistas de BD japonesa),
fazem-no como se estivessem a ler o jornal.

As ruas estão impecavelmente limpas, não há vestígios de lixo, mas
curiosamente também não há caixotes. Nas estradas não se ouvem
buzinas, tudo o que se ouve é o trabalhar dos motores. Quando
atravessamos as passadeiras reparamos que toda a gente, peões e
condutores, respeita os semáforos. Aqui os semáforos não são meramente
indicativos, se está vermelho para os peões ninguém cruza a estrada,
mesmo que não se aviste nenhum carro. Ao início pareceu-nos uma
situação constrangedora: pessoas em silêncio, dos dois lados da
estrada, a rua sem carros... Quase que nos apetecia fazer conversa de
circunstância, só para quebrar o silêncio. "Está um lindo dia, não
está? Mmmm... Com estas nuvens não sei, acho que vai chover...".

Ficámos alojados em Asakusa, um bairro com o templo mais antigo de
Tokyo. É uma zona calma e acessível ao metro. Existem diversos
restaurantes, com os típicos pratos em plástico na montra. Estamos a
falar de réplicas dos pratos reais, para as pessoas poderem escolher e
saber o que vão comer.

Uma das primeiras atracções que visitámos foi o mercado de Tsukiji, o
maior mercado de peixe de Tokyo e famoso pelos leilões de atum a horas
indecentes da madrugada. O mercado serve para comércio grossista de
peixe, através deste ponto é abastecida toda a cidade. Nos últimos
anos, com o crescente número de turistas a visitar o mercado e ver o
leilão de atum, o municipio decidiu restringir o acesso a grande parte
do mercado de forma a não causar problemas ao funcionamento do
comércio. Actualmente só podem visitar os leilões as primeiras 120
pessoas que chegarem ao mercado a partir das 5h00 e mesmo assim só
podem permanecer por poucos minutos numa zona restrita. A partir das
9h00 abrem-se mais algumas zonas, mas ainda com bastantes restrições.
Além disso o primeiro metro da manhã é às 5h30, pelo que decidimos
visitar apenas a zona exterior do mercado onde se comercializam
produtos diversos. Há facas japonesas, há peixe a ser revendido (em
quantidades mais pequenas), há restaurantes de sushi, etc. Nesse dia
almoçámos sushi, bem fresquinho...

Visitámos Ginza, um bairro adjacente a Tsukiji, mas onde não se vende
peixe... Aqui estão situadas as lojas de alta costura (Hermès,
Channel, Louis Vuitton, etc.) e os showrooms da tecnologia nipónica.
No Sony Building pensávamos que iamos ver o Aibo (o cão robot que é
imagem da marca), mas "apenas" vimos o último grito da tecnologia:
televisões LED maiores que paredes de muitas casas, máquinas
fotográficas que até fazem as pessoas mais bonitas, MP3 de todas as
cores e feitios, etc.

B&A,
L+S

1 comentário:

Tiago Conde disse...

Alô pessoal!! Parece que sobreviveram bem à China! Estou surpreendido :D
Explorem o Japão ao máximo e não se esqueçam de colocar aqui tudo :)

Fiquem bem!!!