sábado, 5 de novembro de 2011

Ko Lanta III

A vida em Ko Lanta passa devagar... Os habitantes locais não conhecem
o conceito de "stress", estão sempre sorridentes. O maior problema que
pode existir nesta ilha é acabar o caril! As noites são quentes e
calmas, conseguimos dormir embalados pelo som das ondas do mar.

Ko Lanta vive do turismo, directa ou indirectamente. Durante a época
alta (Novembro a Março) os bungalows são invadidos por turistas do
norte da Europa e é necessário reforçar o staff dos hotéis com pessoas
vindas de outras partes da Tailândia. Mas na época baixa a ilha é
ainda mais calma, alguns hoteis optam por encerrar. Em Outubro
consegue-se apanhar bom tempo e excelentes promoções.

Aqui não há turistas russos, que dominavam Phuket. Lá, muitas vezes
confundiam-nos com russos, talvez por a S. ter cabelo e olhos claros,
ou talvez por também falarmos entre dentes (em comparação com outras
línguas), ou talvez por pensarem que somos de um país da ponta da
Europa, que tem álcool barato, com políticos corruptos, onde há um
sentimento de impunidade, e onde os trabalhadores qualificados têm de
emigrar à procura de melhores condições de vida... Mas não!!
Esclarecemos logo que somos de Portugal!

Para chegar a Ko Lanta a partir do continente é necessário apanhar 2
ferries, pois na realidade Ko Lanta são 2 ilhas. Os habitantes locais
prezam o seu modo de vida e rejeitam que seja construida uma ponte
para o continente, com receio que isso transforme Ko Lanta numa nova
Phuket. Preferem manter uma única estrada, que dá a volta à ilha em
poucos kilometros. Aqui não existem transportes públicos, apenas
moto-taxis ou shuttles dos hoteis e agências. Podem-se alugar scooters
simples (toda a gente tem uma) ou com side-car onde cabem 4 a 5
pessoas.

Como em todo o sul da Tailândia, a religião predominante é a
Muçulumana. Ao longo do dia ouvem-se periodicamente os megafones das
mesquitas, no que supomos serem rezas ou chamadas dos fiéis para o
culto. Em toda a ilha se consegue ouvir, os megafones e às vezes
ouvimos-los cerca das 5h da manhã.

Tivemos oportunidade de provar outros pratos tradicionais tailandeses.
Os nossos preferidos foram o caril verde, o caril muçulumano e
bolinhos de caranguejo. Com arroz ou noodles, claro.

Há aqui muitos estrangeiros a viver e alguns deles com negócios
próprios. Gerem hotéis ou têm restaurantes e bares. Tiram alguma
genuinidade à coisa. Os tailandeses são mais simpáticos, mais humildes
e mais genuínos. Num dos locais onde ficámos alojados, a nossa
anfitriã tailandesa – a Annie – tem por hábito estragar os "seus
hóspedes" com mimos. Uma frutinha a meio da manhã, um crepe quentinho
a meio da tarde, etc. Numa ocasião foi-nos chamar porque tinha pedido
a um dos seus empregados para ir apanhar uma papaia à arvore, para nos
preparar. Nunca tinhamos comido papaia tão fresca e deliciosa!

Em conversa com a Annie, perguntámos se Ko Lanta tinha sido atingida
pelo tsunami de 2005. Disse-nos que não, talvez porque os muçulumanos
rezam 5 vezes por dia, todos os dias, e assim a ilha tivesse sido
poupada. A Annie é budista...

B&A,
L+S

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