talvez a mais preparada para o turismo. No centro da cidade há um
edifício que funciona especificamente como posto de acolhimento de
turistas, e onde se pode pedir informações e marcar visitas. Também se
podem encontrar espalhados pela cidade os "anfitriões" de Melbourne,
que são maioritariamente voluntários idosos que conhecem todos os
recantos da cidade. É uma forma interessante de aproveitar a
experiência de vida dessas pessoas.
Viajar em Melbourne é fácil, os transportes públicos são regulares. Há
também um autocarro turistico grátis que dá a volta à cidade e passa
pelos principais pontos de interesse, assim como um eléctrico grátis
que faz um circuito pelo centro. Aqui e ali vêem-se postos onde se
pode recolher e depositar bicicletas partilhadas, por um preço
simbólico pode-se pedalar pela cidade.
O rio Yarra atravessa Melbourne. Depois do azul da baía de Sydney, o
Yarra foi para nós foi uma decepção. É acastanhado e tem lixo. Apesar
disso organizam-se alguns eventos náuticos, como provas de remo.
Melbourne tem muita oferta cultural e desportiva, há sempre qualquer
coisa a acontecer. Cada vez mais somos adeptos de cidades de M&M's
(Mercados e Museus) e Melbourne é uma delas. O Queen Victoria Market é
o maior mercado da cidade e é digno de se visitar. É tipo uma feira,
mas muito bem organizada. No edificio original (que tem 130 anos)
vende-se queijo, doces, enchidos, vinhos, frutos secos, peixe, etc. A
apresentação das mercadorias é bem cuidada, dá-nos vontade de comprar
tudo. O mercado cresceu para o exterior e já ocupa dois quarteirões,
onde se vende frutas e legumes (biológicos ou regulares), roupa,
calçado, artesanato, etc. A maioria dos comerciantes ainda é
australiana, mas os asiáticos começam a tomar conta do mercado. Vendem
sempre mais barato.
Visitámos a National Gallery of Victoria, um museu com uma colecção
interessante e diversificada. Passámos lá uma tarde sem nos darmos
conta disso. Não só vimos arte, como vimos alguns artistas... Os
nossos velhos "amigos" chineses!
Ver chineses num museu deve ser tão natural e gracioso como ver uma
manada de elefantes numa loja de cristais. Tiveram de ser acalmados
porque estavam a bater furiosamente com uma revista enrolada num dos
cartazes explicativos da exposição. Entraram na sala aos berros e
tiveram de ser calados. Numa das galerias tiraram duas fotografias com
flash, na primeira vez foram gentilmente avisados que não podiam usar
flash (ao ignorarem o "Hello", o funcionário interpelou-os com um
"Ni-hao" e mostrou-lhes um aviso em chinês), e da segunda vez tiveram
de ser expulsos da sala. Quando tentamos tirar fotos às obras (sem
flash!) é comum meterem-se à nossa frente para tirarem eles a foto!
Mas o mais engraçado é estarem numa sala com obras de arte e ficarem
mais interessados no material de que são feitas as portas e as paredes
do museu, do que pelas peças em si. Também é giro constatar que no
meio de um museu, preferem tirar fotografias a si próprios...
B&A,
L+S
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