sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Bangkok II

Desde que aterrámos em Bangkok que somos continuamente intrepelados
pelos habitantes locais. É preciso ter cuidado com as pessoas que são
demasiadamente simpáticas e prestáveis, pois geralmente há um esquema
escondido para nos fazer gastar dinheiro. Se formos a andar na rua
numa direcção qualquer, há sempre alguém que aponta na direcção
inversa e diz "o Buda Dourado fica daquele lado". Ora, budas dourados
há em qualquer esquina. O truque é meterem os turistas incautos num
tuk-tuk sob o pretexto de os levarem ao Buda Dourado, mas depois
fazerem o rally das lojas onde têm comissões apenas pela visita.

Aqui existem inúmeros alfaiates, que parecem ser todos paquistaneses e
da familia Armani. Os letreiros indicam "K. Armani", "Tony Armani",
etc. Vendem fato por medida, camisa e gravata por cerca de 50 euros.
Em Bangkok mais estabelecimentos de massagens do que pastelarias em
Portugal. Geralmente as massagistas estão sentadas fora das lojas, em
bancos de plástico, a chamarem os clientes: "Thai massage! Foot
massage!". Aqui qualquer um pode ser massagista. Os tailandeses
parecem ter a habilidade inata da massagem, tal como os brasileiros
têm a do samba e do futebol.

Temos reparado que por todos os países onde passamos há sempre duas
coisas que temos de comentar: as comidas e as casas de banho.

Sobre a comida, experimentámos diversas especialidades tailandesas e
em geral gostámos delas, mas o prato que mais nos marcou foi o "Tom
Yum Goong". É descrito como uma sopa aromática e picante de marisco
com massa. Nham-nham, era mesmo o que nos apetecia para descansar do
arroz... Mas na realidade era um caldo vermelho cheio de paus e bagas
(não comestiveis), tão picante que adormeceu a língua após a segunda
colherada. Nem a massa conseguimos comer porque não a conseguimos
separar do entulho. A sopa até era aromática, mas só enquanto pudemos
saboreá-la. Pelos vistos o nosso conceito de sopa é diferente do dos
tailandeses. A eles basta sorver o líquido, coisa que a nossa boca
dormente não conseguia fazer mais. Nesse dia tivemos de re-almoçar.

Em relação aos WC, na Tailândia as sanitas são do estilo ocidental mas
há uma particularidade: o dispensador de papel higiénico fica fora dos
compartimentos. Ora, como é que uma pessoa sabe à partida a quantidade
de papel que vai necessitar? Felizmente temos muitos anos de
experiência profissional a fazer estimativas, pelo que nunca nos
faltou papel...

B&A,
L+S

1 comentário:

Francisco disse...

agora que consigo colocar comentarios :) aqui vai:

Na proxima reuniao de serviço vou sugerir a inclusao deste novo item ao nosso modelos de estimativas!!

B&A
Francisco