sábado, 10 de dezembro de 2011

Daintree – Chuva, Crocodilos e Casuares

Roadtrip! Alugámos um carro e vamos viajar pela costa até Sydney,
temos 1 mês para completar a viagem, pois partimos para a Nova
Zelândia no início de Janeiro. O caminho mais directo entre Cairns e
Sydney é feito em cerca de 2600 kms, mas devemos fazer alguns desvios
e somar mais algumas centenas de kms ao total. Comprámos material de
campismo para irmos ficando ao longo do percurso. Na Austrália é fácil
acampar, há imensos parques de campismo privados e também se pode
ficar em alguns parques naturais.

A primeira paragem foi em Wonga Beach, num parque junto à praia, mesmo
à porta da floresta tropical de Daintree a norte de Cairns. A
simpática curadora do parque aconselhou-nos a não ir para a praia após
o anoitecer "por causa dos crocodilos"... "Crocodilos?!?",
perguntámos. "Sim, eles vêm dos riachos aqui próximos. Mas não se
preocupem que eles não andam na praia durante o dia, nem entram no
parque. Em 15 anos só vi dois, mas eu também não estou o dia todo a
olhar para a praia...".

Montámos a tenda e passámos uma noite tranquila sob as estrelas a
ouvir o mar. Nem sinal dos crocodilos! Na noite seguinte deitámo-nos
cedo e acordámos a meio da noite com uma chuva torrencial. Após uma
hora de chuva intensa o interior da tenda permanecia seco, mas no
exterior a água já chegava à altura do tornozelo. Achámos melhor fugir
para o carro antes que a tenda inundasse e a água nos levasse no
colchão para o mar dos crocodilos... Felizmente a chuva parou e a água
drenou rapidamente, pois o solo era areia. Pudemos voltar à tenda e
dormir o resto da noite.

Quando associávamos uma cor à Austrália, pensávamos imediatamente no
laranja da terra, ou no azul do mar. Mas na realidade a cor que mais
temos visto é o verde! Em especial nesta zona de floresta tropical, a
vegetação é bastante cerrada. Ao longo da estrada que vai até Cape
Tribulation existem inúmeros alertas para os condutores terem cuidado
com os casuares que habitam a região. Para quem não sabe o que é um
casuar, podemos descrevê-lo como o cruzamento entre uma avestruz e um
peru, mas em versão punk. Tem a altura de um homem adulto e uma
pretuberância óssea no topo da cabeça, e pode ser bastante agressivo
especialmente se acompanhar as suas crias. Apesar de todos os avisos,
só vimos uma cria de relance. Perguntámos aos habitantes locais e
disseram-nos que é raro ver casuares no seu habitat. Talvez seja mais
fácil avistar o Elvis ou o Pai Natal... ou até crocodilos!

B&A,
L+S

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