seguir directos para a estação de autocarros para apanhar o expresso
para Yangshuo, sem ligar às dezenas de agentes que gritavam "Mini-Bus
to Yangshuo!"... Segundo os guias de viagem, esses mini-bus não são
directos, param algumas vezes pelo caminho, e há relatos de alguns
autocarros que deixam os turistas ocidentais a meio-caminho, indicando
que já estão em Yangshuo. O esquema consiste em aparecer alguém de
seguida que cobra caro para levar os turistas para a cidade. Caso
recusem, têm de enfrentar km's pela frente, numa terra desconhecida.
Por isso optámos por andar 800 metros até à estação "oficial" de
expressos.
Connosco caminhou um casal de franceses que conhecemos no comboio.
Tinham vinte e poucos anos e estavam a iniciar uma volta ao mundo de 1
ano. É habitual os franceses fazerem uma viagem deste tipo quando
terminam a universidade, e antes de ingressarem no mundo do trabalho.
Estes tinham começado a sua viagem há apenas 3 dias e notava-se que
ainda estavam mais "verdinhos" do que nós. O Clement trazia consigo
guias de viagem e guias de conversação para os próximos 6 países a
visitar. Geralmente quem faz uma viagem de mochila às costas não
costuma estar disposto a carregar vários kilos de papel, mas ele
parecia carregar a mochila de 80+10 litros sem dificuldade. A Julie
era a mais despreocupada, para ela estava sempre tudo ok. Nem
estranhou as condições do comboio, porque segundo ela, em França
também são idênticos. Ficou admirada quando lhe dissemos que em
Portugal não há comboios-cama, por ser um país pequeno onde se viaja
sem necessidade de dormir a bordo.
Apresentamo-nos, "Luis e Sara", e ela "Ahhh... Louis et Sarrrráh!". Ao
longo dos 800 metros até à estação de expressos, o Clement parou 3
vezes para mostrar o guia de viagem aos locais e confirmar, usando o
guia de conversação, que estávamos no caminho certo. Lá comprámos os
bilhetes e seguimos no autocarro. Ao chegarmos a Yangshuo, mal saímos
do expresso, parecia que estávamos na Nazaré. Fomos imediatamente
abordados por diversas pessoas com fotografias de quartos, a tentarem
impingir-nos os seus hotéis. Só faltavam os cartazes a dizer "Rooms,
Chambres, Zimmer". Enquanto preparávamos as mochilas, vimos os
franceses a seguirem caminho com um dos agentes dos hotéis. Pensámos
que poderiam ter sido enganados, pois os nomes dos hotéis são muito
semelhantes. Nem tivemos hipótese de avisá-los, eles lá haveriam de
descobrir se tinham ido para o hotel certo.
No dia seguinte voltámos a encontrá-los. Disseram-nos que tinham tido
problemas com o hotel. Afinal tinham ido para o hotel correcto, mas
chegados lá o gerente recusou-se a alugar-lhes o quarto pelo preço que
tinham reservado através da internet. Queria mais dinheiro, pelo que
eles recusaram e seguiram para outro hotel onde tudo acabou por correr
bem.
B&A,
L+S
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