quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pequim urbana

Relativamente ao alojamento, a nossa filosofia seria tentarmos marcar apenas uma ou duas noites antes de viajarmos para determinado local. Se gostassemos do sítio ficariamos mais noites, senão partiriamos em busca de outras alternativas. Procurariamos preferencialmente ficar em hostels pois além de serem mais baratos que hotéis, são também um ponto de encontro de viajantes com os quais poderiamos trocar experiências e assim refinar o nosso itinerário. Além disso os hostels possibilitam que cozinhemos as nossas próprias refeições, o que é uma grande vantagem quando se está muito tempo fora de casa, pois sabemos como pode ser cansativo comer em restaurantes.

Mas descobrimos que a realidade dos hostels não é bem esta. A sala que deveria ser de convívio é na realidade uma sala de acesso à internet. As pessoas não falam umas com as outras, cada um tem o seu PC onde consulta as notícias da sua terra ou passa horas no Facebook. Por outro lado a cozinha não é de livre acesso aos hóspedes, mas supomos que esta restrição se verifique apenas na China.

Adicionalmente, na China há outro problema: a maioria dos hóspedes são chineses, logo falam tendencialmente entre si, não comunicam com os estrangeiros. Além disso os poucos que falam inglês, fazem-no mal. O facto de existirem muitos chineses no hostel foi para nós uma surpresa, mas rapidamente percebemos que está em rápido crescimento o turismo interno para a classe média. A China é um país enorme e há muitos chineses de fora de Pequim a visitar a capital.

Decidimos sair do hutong e ir para um hostel mais central. Com isso descobrimos que há outro tipo de vida em Pequim, uma vida mais urbana, com lojas e restaurantes abertos até mais tarde, onde os proprietários não vivem nas lojas, apenas têm lá o seu negócio. Os negócios são perfeitamente identificáveis: os restaurantes são restaurantes, as oficinas de motas são oficinas de motas. Nota-se a existência de um tipo de comércio mais virado para a classe média, inclusive começam a surgir as cadeias de supermercados como o Carrefour ou o Dia.

Vende-se de tudo: chás, roupas, pauzinhos decorativos, chapéus, facas, tabaco, álcool, etc. Mas o top 3 das vendas deve ser composto pelas seguintes iguarias:
  • 3º lugar: Doces ao kg. Há uma loja de doces ao kg em cada esquina. Por cada McDonalds há uma dúzia destas lojas.
  • 2º lugar: Pato à Pequim. Mas não é o Pato à Pequim servido nos restaurantes, é a versão embalada em vácuo, que provavelmente é só chegar a casa e meter no micro-ondas.
  • 1º lugar, destacadíssimo: Moon-cake. É um bolo utilizado para acompanhar chá e existe em todos os tamanhos, desde o tamanho "bolacha Maria" ao tamanho "pneu de automóvel". A todo o lado que vamos, existe alguém com pelo menos 3 ou 4 caixas de bolos destes. Infelizmente não tirámos fotos deste bolo, mas prometemos divulgar assim que possível.

B&A,
L+S

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