Jade porque depois de comprarmos o bilhete descobrimos, já dentro do
templo, que seria necessário pagar um valor extra e já não tinhamos
mais dinheiro connosco. Há sempre surpresas em relação aos
pagamentos... Para chegar ao templo andámos km's, mais uma vez. É
preciso cuidado na interpretação dos mapas, pois as escalas nem sempre
estão correctas. Este templo, além de ser uma atração turistica,
continua em funcionamento para os serviços religiosos, vivendo nele
alguns monges budistas. Foi a primeira vez que vimos alguma relação
dos chineses com a religião. Apesar de serem um povo muito
supersticioso e crente, ainda não os tinhamos visto em oração, nem
reparámos ate aqui em muitos locais de culto.
O fim de semana prolongado (2a feira foi o Mid-Autumn Festival) trouxe
à cidade milhares de visitantes chineses. É impossível andar nas ruas
ou nos transportes públicos. Para qualquer lado que nos viremos, há
sempre muita gente. Na China nunca se está sozinho, e em especial
nestas alturas.
Pela primeira vez arriscámos a comer espetadinhas, mas na versão limpa
(julgamos nós). Em todos os mercados de rua se vendem estas iguarias,
cheiram bem e apetece-nos comer, mas temos tido receio da falta de
higiene. Desta vez estavam a faze-las num centro comercial, por isso
decidimos arriscar. São saborosas, comemos de porco e de lulas. E não
nos aconteceu nada... Os centros comerciais são os locais mais limpos
que conseguimos encontrar para comer. Há muita variedade e quase
sempre se vê a cozinha.
Nas outras cidades só tinhamos visto centros comerciais do tipo
open-space. Shanghai tem centros comerciais idênticos aos portugueses,
com lojas individuais e zona de restauração. Até as lojas são as
mesmas: a Zara, a Bershka, a Pull&Bear, a Stradivarius, etc. Os
espanhóis estão a tomar conta dos centros comerciais chineses, o que
não deixa de ser irónico. As roupas dessas lojas são feitas na China,
vendidas por espanhóis e compradas por chineses, a preços europeus...
B&A,
L+S
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