Chegou a hora do jantar. Sabiamos que iamos ter alguns problemas com a alimentação na China. Haveria a questão da higiene, de comer com pauzinhos, dos ingredientes desconhecidos, dos animais esquisitos ou de estimação, e da barreira linguística. Mas várias pessoas habituadas a este tipo de viagens disseram-nos "vai ser fácil, basta apontar para o menu ou para quem estiver a comer"...
Por isso demos uma volta pela zona e após recusar alguns "restaurantes" (ou oficinas de reparação de motas) decidimos entrar num com bom aspecto, e que afinal era um restaurante de barbeque. E aqui foi lindo de morrer... Inglês 0 – Chinês 2. Apesar da ementa ter fotos, ficámos um bocado perdidos. O senhor que nos atendeu, após uns minutos de riso, lá nos ajudou. Apontou para um prato da ementa e fez sinal de ok com o polegar. Fixe, pensámos, vamos safar-nos com linguagem gestual... Decidimos pedir-lhe para nos aconselhar outro prato, mas o senhor não deve ter entendido nada e o resultado foram... oito asas de frango e uma perna de borrego (pelo menos era ao que sabia), que veio para a mesa num espeto e foi a malta que teve de cortar e acabar de assar num barbeque posto na mesa.
Deviamos estar a fazer tão boa figura que a dona lá do sitio veio ter connosco e fez-nos uma demonstração de como a coisa deveria ser feita e correu tudo bem. Ou foi da fome, ou aquilo estava mesmo bom. Comemos bem e dormimos felizes.
Lição aprendida: nunca pedir ajuda ao empregado que se está a rir de nós...
2 comentários:
ahahah. Sara Quando chegarem cá eu prometo que vos faço o prato que quiserem... seria borrego aquilo que comeste????.... hummmmm.. au au au. Beijinhos.
Não te esqueças: se te dizem que são codornizes, é porque a gata do vizinho teve uma ninhada. xD.
Não há animais nas ruas como cá.... porque será?..ahahahaha. Foi o teu primo João que disse, (ele escangalha-se a rir.)
Beijinhos
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