hutongs e dos bairros pobres, onde vive o chinês tradicional, com
poucos recursos. Por outro lado temos a Pequim dos arranha-céus, das
avenidas com 4 faixas para cada lado, com ruas de comércio onde estão
as maiores marcas. Em Pequim, tal como suspeitamos ser no resto da
China, tudo é grande: distâncias, construções, número de pessoas. É
tudo à grande e à chinesa...
Fomos ver a Cidade Proibida e a Praça de Tiananmen. Sendo duas das
principais atracções de Pequim seria de esperar que ficássemos mais
impressionados. A Cidade Proibida é realmente grande (tem quase 1km de
comprimento por 800m de largura) e pensando há quanto tempo foi
construida, é uma grande obra. Contudo, torna-se muito repetitiva e
não tem grandes pontos de interesse. Mas os chineses adoram. Tiram
muitas fotos, matam-se para espreitar para dentro das salas (não é
possível entrar em nenhuma sala, só percorrer os espaços ao ar livre),
levam a coisa a sério.
A Praça de Tiananmen é diferente do que estavamos à espera. Em vez de
uma Praça aberta onde os chineses se encontram e socializam (ou se
manifestam), a Praça encontra-se rodeada por grades sendo o acesso
controlado pela polícia e tudo passa pelo raio-x. Mesmo no meio foi
erguido um monumento aos Mártires do Povo Chinês... Para suavizar a
austeridade do local foram feitos uns jardins com flores coloridas e
foi colocado um ecrã gigante onde passam imagens e mensagens em
chinês, que parecem ser inofensivas.
Outra atracção que quisemos ver no mesmo dia foi o Templo do Céu.
Infelizmente tinhamos um mapa que posteriormente viemos a descobrir
que afinal tinha a escala errada, pelo que andámos km's à procura do
Templo e afinal ainda estávamos looooonge, quando decidimos desistir
da busca. Em Pequim, andar a pé a distância entre duas estações de
metro, não é a mesma coisa que caminhar do Marquês aos
Restauradores...
Ao fim de uns dias ainda não tinhamos atinado com a alimentação,
afinal parecem não existir woks em Pequim. Estavamos à espera de
encontrar comida feita na hora, onde os ingredientes são cozinhados à
frente do cliente. O que encontrámos foram alguns locais de higiene
duvidosa para os padrões ocidentais onde só vemos a comida quando ela
nos é servida. Também passámos por alguns restaurantes onde se
conseguia ver a cozinha, o que não contribuiu para aumentar a nossa
confiança. Mesmo nos locais que nos parecem seguros é difícil comer,
pois a maior parte das vezes não conseguimos identificar os
ingredientes que compõem os pratos. Por isso acabamos invariavelmente
por escolher a fotografia do arroz/noodles com qualquer coisa que nos
parece frango ou vaca.
Os McDonalds e KFCs (que estão por todo o lado, mas aos quais temos
resistido) apresentam menus especificos para a China, nada do que
estamos habituados a ver na Europa, mas que nos divertimos a analisar.
No McD só existem os hamburguers BigMac e Double-cheese, sendo o resto
da carta composta por uns filetes de qualquer coisa. No KFC há pratos
de (muito) arroz com pedacinhos de carne e caldos com coisas a boiar.
Já comiamos um bitoque...
1 comentário:
já comiam um bitoque ou uma francesinha :-)
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